16.11.2023

Florestas em regeneração natural ajudam a proteger áreas antigas na Amazônia

Florestas secundárias ajudam a manter a conectividade de trechos de floresta antiga que são pequenos demais para sustentar populações de espécies raras

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Imagem da vista da copa de uma floresta a partir do solo.
Foto:
John Healey/ Divulgação
Dossel de floresta antiga na Amazônia peruana.

A crise climática e a Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas geraram grande interesse no valor das florestas secundárias. Estas são florestas que cresceram naturalmente em terras abandonadas pela agricultura.

A investigação colaborativa entre a Universidade de Lancaster, a Universidade de Bangor e a Universidade da Colúmbia Britânica produziu novas evidências da importância dessas florestas na neutralização dos efeitos da fragmentação florestal em toda a Bacia Amazónica. 

Os resultados foram publicados em um artigo na revista Environmental Research Letters. É um resultado da pesquisa de doutorado de Charlotte Smith, na Envision Doctoral Training Partnership, da qual a Bangor University é parceira.

O coautor do artigo, John Healey, professor de Ciências Florestais da Universidade de Bangor, descreveu que isso mostra “como as florestas secundárias, que cobrem apenas 190.000 quilômetros quadrados da Amazônia, conectam mais de 2 milhões de fragmentos isolados de florestas antigas e os habitats mais importantes do mundo para a conservação da biodiversidade". 

"As florestas secundárias estão ajudando a manter a conectividade de trechos de floresta antiga que são pequenos demais para sustentar populações viáveis de espécies raras no longo prazo”, completou.

Charlotte Smith relatou que “as florestas secundárias estão protegendo até 41% das bordas das florestas antigas, protegendo-as potencialmente dos efeitos negativos das bordas, como temperaturas mais altas e vento". 

Ainda, Smith explicou que "a proximidade de florestas antigas também pode ajudar na taxa de recuperação da biodiversidade e da biomassa nas florestas secundárias. É positivo que 94% das florestas secundárias estejam ligadas a florestas antigas". 

Por fim, a pesquisadora declarou que, no entanto, muitos remanescentes de florestas antigas são manchas pequenas e degradadas, de modo que apenas 57% da floresta secundária estava conectada a uma área de vegetação extensa e estruturalmente intacta.

O professor Healey destacou a importância desta pesquisa: "ela fornece novas e poderosas evidências da importância do manejo das florestas em escala paisagística. A promoção da restauração florestal através de florestas secundárias localizadas próximas a remanescentes florestais antigos pode desempenhar um papel vital tanto na conservação da biodiversidade nesses remanescentes quanto na taxa de recuperação da biodiversidade nas próprias florestas secundárias.”

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